31 Março, 2008

26 anos completados

Acho que estou começando a sentir a idade, afinal, não tenho tido muito pique para agüentar a baderna que fizemos sábado no Perequê.

Por conta do ano bissexto, meu níver foi jogado para domingo, mesmo assim, resolvi comemorar no sábado com pessoas que só me trouxeram alegria nestes 26 anos.

Está certo que é só mais um dia no calendário, simbolizando o fim de um ciclo de 365 dias, para começar outro.

Mas cheguei em um momento da vida, que ando valorizando mais minha família, os amigos de verdade e as pequenas coisas boas da vida.

Felizmente, posso me considerar uma pessoa de sorte, por ter amigos verdadeiros e uma família que não possui muitos problemas e é bem unida.

Enfim, foi uma bagunça gostosa, com a gente rindo para caralho e se divertindo bem, apesar da falta de um som decente e de uma churrasqueira maior.

Lamentei pelos que não puderam ir – um na Austrália, outros em Sampa/Guarulhos e outros que não receberam um e-mail que o sistema deve ter imaginado que era SPAM.

Paciência. Fica para a próxima.

Valeu pelos que foram, beberam, riram e pagaram algum miquinho.

Mas que fique registrado que, pela primeira vez, em anos, ninguém vomitou e nem deu vexame.

Ou viramos alcoólatras profissionais, ou estamos bem fracos.

Só lamento pela cerveja que sobrou e ficou em casa.

28 Março, 2008

Skavurska! Como tratar bem um provável cliente

Depois que virei um adulto responsável (rá), responsável pelas minhas contas (ráá), venho tentando conquistar algumas coisas que facilitem a vida de um ser humano moderno, como internet banda larga, TV a cabo e forno de microondas.

Até agora não conquistei nada disso, o PC, para variar, ainda não ressuscitou e o forno está atrás de várias prioridades.

Essa semana que passou, tentei a TV a cabo, mas assim como tudo que venho comprando (computador, cama, TV, DVD, geladeira, etc), deu zica.

Sempre quando vou comprar alguma coisa, tento fazer uma pesquisa, levantamento sobre a qualidade do serviço, custo benefício, essas coisas. Depois de ver que a net (minúscula mesmo) era, teoricamente, a melhor, liguei no último dia 17 para solicitar a instalação no ap.

Tudo indicava para uma boa escolha, atendimento exemplar, consulta se havia sido bem atendido, conferência de dados, etc. É, quando a gente está comprando o serviço, sempre é tratado como sultão.

Na quarta-feira, dia 19, estavam lá os técnicos para fazer o cabeamento, no horário combinado.

Pensei, “caceta, vou me livrar do BBB e das novelas da Globo, além de ter mais de dois canais disponíveis para assistir”.

Bem, depois de algumas horas tentando passar o fio pela tubulação, vem o veredicto de que a porra está entupida e que não teria como ligar naquele dia. Confesso que fiquei muito frustrado.

Mais uma vez, a empresa se mostrou bem solícita, ligou perguntando do problema, se os técnicos haviam tentado mesmo, etc. Logo, a atendente avisou que passaria para uma firma terceirizada especializada em solucionar esse tipo de problema e que, além de desentupir os tubos, faria a instalação. Quando ouvi a palavra ‘terceirizada’, já fiquei com um pé atrás, mas resolvi confiar.

Passados 15 minutos, a empresa liga.

Se propuseram a ligar no sábado, dia 22, mas como era feriado prolongado e estaria no Guarujá, perguntei se não havia outra data. Disseram que eu tinha a semana seguinte inteirinha para escolher uma data. Como estava ansioso, escolhi a segunda-feira, dia 24.

Após o feriado, mesmo com algumas coisas para resolver no trabalho, saí correndo e fui para casa. Entre 18 e 21 horas, alguém apareceria em casa para instalar a dita cuja da TV a cabo.

Ninguém apareceu.

Na terça-feira, liguei para a net, para sua central de “relacionamento” (só se for para se relacionar naquele sentido de foder o cliente) e após horas de tentativas e transferências de chamadas para lá e para cá, desisti de falar com alguém.

Na quarta-feira, tentei novamente, mesmo martírio. Depois de tentativas fracassadas na hora do almoço, consegui falar com alguém no fim da tarde.

Confesso que já estava de saco cheio e que não agüentava mais explicar o ocorrido. Depois de perder a compostura e ser um pouco mais ignorante, a ‘simpática’ atendente me atendeu.

Chutei o balde e falei que se não resolvesse o problema no dia seguinte nem precisaria instalar mais merda nenhuma.

Ela explicou que só havia dois horários e apenas um serviria para mim (das 16 às 19 horas), já que era quando estaria em casa.

Concordei. Quando tudo caminhava para um desfecho feliz, a ‘agradável’ moça avisou que, se não tivesse ninguém em casa, o pessoal iria embora e eu teria que marcar tudo de novo. Como ela enfatizou que, nessa faixa de horário, eles sempre apareciam entre às 16 e 17 horas, perguntei quando teria um horário mais adequado para minha pessoa, isso quase explodindo.

Ela disse que só sábado, quando não estaria em casa.

- Cancela essa merda, então. Não precisa instalar mais nada. Se já está assim, enquanto ainda não é cliente, imagine quando eu for.

Confesso que disse isso meio que esperando ela passar para um setor que me convencesse a ser cliente “Skavurska”, mandando os instaladores no dia seguinte, mais um pacote extra HBO Plus e 50% de desconto pelo transtorno, mais um chaveiro.

- Pois não, senhor. Quer anotar o número do protocolo de cancelamento?

- Como é? Diga aí, pois se debitarem da minha conta, coloco essa porcaria de empresa no pau e chamo o Procon.

- Se não houve instalação, não haverá cobrança. Mais alguma coisa?

- Mais nada.

- Boa noite.

A dita cuja nem soltou o famoso “Obrigado por ligar, a net lhe deseja uma boa noite”. Foi seca, direta e desligou.

Fiquei puto, se a empresa está por cima da carne seca e está nadando em dinheiro, podendo desprezar e tratar mal os prováveis clientes, dirá o que acontece com os clientes de fato.

Voltei à estaca zero e, com essa, já descarto a sky, pois é a mesma empresa, que por sinal, são da Globo. Só sobrou a Telefônica, que também não é flor que se cheire.

Pelo jeito vou ficar vendo imagens duplas, distorcidas e com apenas dois canais durante um bom tempo.

Skavurska!

25 Março, 2008

Fim de semana interessante

Depois de quase 2 meses sem ver a família, passei um feriado que há muito não passava.

Triste constatar algumas coisas, como pessoas que você acreditava que teriam um futuro decente e que, no final, estão em uma situação complicada. Como uma vizinha que está com três filhos pequenos, maltratados e que nem sabe quem é o pai de um. Ou a amiga que era estudiosa, ajudava a comunidade e que arrumou um filho com um nóia ex-presidiário que não quer saber de nada da vida.

A vida real é pior que qualquer roteiro de cinema.

Mas, como nem tudo é tristeza, foi legal ver minha mãe – mesma palhaça de sempre – e meus irmãos. Sair com uns amigos que não se reuniam há muito tempo, para comemorar a filha de um (ahah virou fornecedor), tomar cerveja, jogar conversa fora, e terminando a noite com dois campeonatos de boliche, com total domínio deste que vos escreve.

Triste só o fato de saber que vai ser complicado juntar todo mundo novamente.

Apesar de não ter ido à praia, acho que consegui relaxar (descansar não dá), saída com amigos, baladinha no sábado, enfim. Até um namorado ciumento me ligou, se passando por uma amiga. Esses cornos de véspera me divertem.

Mas o melhor do fim de semana foi o convite de outro amigo, que me escolheu para ser padrinho de casamento dele.

Juro que fiquei emocionado.

Agora é se acostumar com a idéia de colocar um terno (odeio isso).

Enfim, foi um fim de semana muito proveitoso, como disse no começo, fazia tempo que não passava um tempo assim. Pena que só foram três dias.

Agora, só no dia 21 de abril.

Som do Lua da Semana - Ozzy Osbourne & Dweezil Zappa - Staying Alive

Já que o Youtube anda cheio de frescuras para postar um vídeo, vai via link mesmo.

O Som do Lua dessa semana (que era para ter entrado na quinta-feira passada) é a versão de Staying Alive, que se não é fantástico é, no mínimo curioso, de Ozzy e Dweezil Zappa, filho de Frank Zappa.

Curto muito Bee Gees, mas prefiro essa versão, que ficou bem irada.

E vocês, o que acharam?

Fonte: Papo de Homem

Voltando...

Que é sabido que o Lua anda meio mal de postagens, todo mundo sabe.

Também já estou careca de falar que é por conta da falta que um PC faz em casa, situação mais que manjada e que irei tentar resolver nesta semana.

Mesmo assim, atualizava do trampotrabalho, depois do expediente. Infelizmente, por conta do excesso exagerado de serviço, não estava com saco para ficar até tarde, além de não ter cabeça para mais nada, que dirá para atualizar o blog.

Deu uma aliviada essa semana, vamos ver se dá para manter esse espaço de pé.

18 Março, 2008

Voando


E lá se foi o amigo, realizar sonhos, buscar algo que nem bem ele sabe.

Foi voando, encarando 25 horas de sofrimento econômico.

Diz que em sete meses volta, mas na verdade deseja ficar.

O amigo desse lado do Atlântico torce, como quem torce para o sucesso de um irmão.

Ficou a saudade, dos tempos do colégio, das zoeiras no Litoral, dos papos cabeça.

Da troca de figurinhas, das mulheres que saíam e das que rompiam corações.

Foi-se lá para o outro lado do mundo, estudar, curtir, aprender, viver.

Torço para ti amigo.

Sucesso, boa sorte, boa viagem e seja feliz.

Você merece.

14 Março, 2008

Som do Lua da Semana - Pink Floyd - Wish You Were Here

Tarde chuvosa, tempo agradável e ótimo para sair em boa companhia.

Mas, para quem não possui uma boa companhia numa sexta à tarde, nada que uma boa música não resolva.

Depois da overdose de Iron Maiden, nada como Pink Floyd para relaxar e refletir um pouco, depois de uma semana estressante e chuvosa.

Wish You Were Here é uma das músicas mais bonitas que conheço.

Diferente da maioria das músicas do Floyd - que levam uma vida para começar (mesmo assim eu gosto) - Wish You... tem uma melodia magnífica e um ritmo que te deixa viajando e pensando: "Onde essa FDP se meteu?", enquanto rola uma lágrima no rosto.

Deprê? Nada, música estilo declaração de amor de qualidade.

Como me arrependo de não ter ido ao show do velho Waters no ano passado.

Enjoy

11 Março, 2008

Promessas Eternas

Para quem não entendeu o título lá no alto do post, vai uma breve explicação.

Promessas eternas são aquelas que a gente faz todo dia, mas sempre deixa para outra hora ou outro dia, praticamente igual às promessas de ano novo, com a diferença que são feitas diariamente e com o poder de te assombrar todo santo dia.

Enfim, sou um cara de promessas eternas.

Pois veja, todos os dias prometo para mim mesmo que acordarei às sete, irei à padaria, tomarei café tranqüilamente, enquanto assisto ao jornal e me encaminharei ao trabalho para chegar às oito e meia em ponto.

Será que sigo essa rotina todo santo dia?

Claro que não!

Todos os dias o celular toca às sete, aperto mais cinco minutos, durmo, cinco minutos depois, ele toca, aperto novamente, mais cinco, aperto, mais cinco e... quando vou ver já são 19:45 7:45. Me arrumo correndo, tento tomar café com pão amanhecido, saio de casa atrasado, confusão no metrô e chego no trabalho mais ou menos às nove horas.

Só nesse parágrafo são três promessas que não consigo cumprir.

No trabalho, apesar de ser uma pessoa competente e ter o trabalho elogiado de vez em quando, sofro com o preenchimento da planilha de horas. Tudo bem que todo mundo sofre e deixa para preencher sempre depois, mas fico com aquilo na cabeça, sempre empurrando com a barriga e preenchendo na correria e no baixar das cortinas.

Para encerrar as promessas eternas corporativas, todo dia mentalizo que sairei no horário. É batata. Bate 17:30 e todo mundo ganha a pista, menos quem? Claro, sempre fico para fazer algo extra do trabalho, conversando, vendo e-mail ou, simplesmente, esperando o movimento no metrô diminuir.

Outra que me quebra a consciência é fazer exercícios todos os dias. Até me agarrava ao fato do meu irmão não me passar o programa. Um dia ele foi em casa, me passou o programa, dicas e tudo mais e, é claro, fiz no primeiro dia e, depois, nunca mais. A desculpa é que sempre chego cansado em casa (o que é verdade).

No mesmo balaio dos exercícios, todo dia falo que irei até o Sesc para me inscrever na natação ou, pelo menos, para ver horários, outros cursos. Também deixo para depois.

O Vale Refeição também é vítima das minhas promessas eternas. Toda vez que ele é recarregado, digo que não gastarei com besteiras e nem irei abusar do coitado. Faltando duas semanas o coitado já está vazio.

Não tem jeito. Para algumas coisas, só com força de vontade mesmo, pois vícios são difíceis de tirar.

Outro exemplo é o blog. Estou com vários projetos e vontade de fazer um negócio bem bacana com o Lua, mas, para começar, é preciso mudar o layout, otimizar, arrumar servidor e outras coisas que, para variar, sempre prometo que irei fazer e não consigo.

Resultado: empurro com a barriga.

Mas deixe estar, amanhã começo a mudar isso tudo.

07 Março, 2008

Recuperando

Por conta do tempo seco da metrópole, estou com a garganta seca, cabeça doendo, espirrando que nem um louco e tossindo que nem um cachorro.

Obviamente, também estou num mau-humor maldito, o que deixo para a semana que vem as atualizações que venho reservando para esses dias.

Abraços

05 Março, 2008

Evolução dos Logotipos de diversas montadoras

Site bacana que mostra a história das montadoras e a evolução dos seus logotipos.

Vocês sabiam que a Renault já fabricou tanques?

Ou que FIAT significa Fábrica Italiana de Automóveis de Torino?

Nesse site conta-se tudo, infelizmente em inglês.

Enjoy

Flash Pops Músicas Anos 80

Já faz um tempo que lançaram, mas quase esqueci de anunciar aqui.

Está no ar o novo jogo de adivinhações nostálgicas do Flash Pops. Agora para adivinhar quem são os cantores das músicas (bregas) da época.

Confesso que ainda não terminei, mas já adianto que nesse aqui estava indo bem mal.

Estrangeirismos

Para quem está cansado de estrangeirismos, como delete para lá, add para cá, briefing acolá, feedback, entre outras viadagens gringas. Esse é o vídeo certo!

Reforço o recado do cantor!

VPQP!

03 Março, 2008

Como foi o melhor show da minha vida - Iron Maiden em SP


O que aconteceu nesse fim de semana, nos dias 01 e 02 de março, é daquelas coisas que vou carregar até o fim da vida. Coisas para se contar aos netos, amigos, almoços de domingo com a família, enfim, lembranças que ficarão marcadas eternamente.

A começar pelos envolvidos, meus dois irmãos mais novos, um primo que é quase irmão, uma cidade que ninguém conhece e um show de rock da melhor banda de heavy metal do planeta.

Para não deixar o texto imenso, vou pular a parte do sábado que envolve frescuras para comer em algum lugar, balada regada à tequila, caminhas extensas, passeio de trólebus (que foi destruído no final), se perder do grupo no Centro e mandar todo mundo se foder, chegar primeiro em casa e ser xingado pela turma, após horas depois.

Esse é o resumão do sábado.

Fotos do Uol.

No domingo, com todo mundo acordando tarde por causa da balada (e da pequena caminhada) do dia anterior, o jeito foi se arrumar rapidinho, ver o primeiro tempo de um jogo chocho por natureza e zarpar para o show do Iron Maiden no Chiqueirão.

Logo no metrô, começamos a observar o pessoal se encaminhando para o show, todos devidamente trajados com camisas da banda, como se fosse um uniforme único.

Destoando de todos, apenas eu estava fora da moda, usando uma camisa vermelha sem graça.

Como todo mundo estava com fome, resolvemos passar no shopping West Plaza, que fica a caminho do Palestra, para forrar o bucho. Aproveitei e comprei uma camisa preta, sem estampa mesmo, para ir ao show e me livrar da vermelhinha sem graça.

Após uma refeição extremamente saudável no Habib’s, corremos para o show.

Chegando lá, uma briga para achar o local de entrada, após dar uma mega volta no quarteirão e se perder no drive thru do McDonald’s (sem comentários), achamos a pequena fila e a expectativa aumentou.

Como sempre, o caçula sempre ficava para trás, enquanto o do meio distribuía patadas para todos os lados, mesmo assim, ao entrar no estádio, a ficha caiu ao ver aqueles milhares de alucinados: estávamos no show dos Caras.

Depois de muito empurra-empurra, encontramos um lugar e lá ficamos esperando, espremidos, no meio daquele povo de metaleiro do Brasil inteiro. O show de abertura com a filha de Steve Harris já havia terminado, tendo durado apenas meia hora. Ainda faltavam 20 minutos.

Faltando uns 10 minutos, o calor desgraçado que fazia foi quebrado por uma chuva forte que, segundo o filósofo J Rafael, vulgo irmão do meio, era a prova que Deus é metaleiro.

Se o filósofo estava certo eu não sei, mas que meu óculos embaçou, uma suvaqueira ferrada subiu e que foi uma chuva lava alma mesmo, isso não têm discussão.

De repente tudo se apagou, todos ficaram na expectativa e os dois telões do estádio começaram a passar imagens do Ed Force One desembarcando nos aeroportos do início da turnê, em seguida, Winston Churchill clamava seu tradicional discurso, enquanto imagens da invasão nazista na Europa era mostrada.

Era o início de Aces High, o Iron Maiden entrava em cena e a platéia, a plenos pulmões, vinha abaixo no Chiquirão.

Emendar, sem respirar, 2 Minutes to Midnight e Revelations mostrava que as expectativas e ansiedade sobre esse show estavam mais que superadas, era um sonho na vida real.

Nesse momento, depois do êxtase do início do show, percebi que havia perdido o caçula e o primo. Rafa continuava ali, firme e forte.

Após um papo com a galera, Bruce voltou com tudo com The Trooper, a caráter, como um soldado inglês. A multidão cantava a plenos pulmões junto com o vocalista da Donzela de Ferro.

Logo meu irmão caçula apareceu e, os três juntos, pela primeira vez, curtiam um momento em família inesquecível.

Enquanto falava do saudosismo e da relação do Brasil com a banda, desde o Rock in Rio I, Bruce, discordou do título da música seguinte. Meio que adivinhei que seria Wasted Years (Anos desperdiçados), quando um dos riffs que mais curto começou, abracei meus dois irmãos bem forte e me emocionei de estar ali com eles, sem brigar e fortalecendo esse laço que nunca foi lá muito forte e, que ali e espero que daqui para frente, seja inquebrável.

Eis que meu primo aparece, depois de ter sido carregado por quase todo o estádio, nem deu para perguntar onde ele estava, a voz de Vincent Price anunciava, com o coro de mais de 40 mil pessoas, que The Number of the Beast vinha aí.

Acho que de tanto gritar “Six, Six, Six” devo ter perdido uns pontos no céu.

Durante The Rime of the Ancient Mariner (baseado no poema de Samuel Taylor Coleridge) foram 13 minutos de som a la filme de terror e suspense, encerrando com Powerslave essa seqüência.

Após Heaven Can Wait, veio mais uma seqüência matadora, com a galera gritando a plenos pulmões Run to the Hills e, em seguida, o ponto alto da noite, onde após meu primo perguntar se cantariam aquela música, veio a introdução característica de Fear of the Dark. Quando o telão mostrou toda aquela multidão acendendo isqueiros, câmeras e celulares e, em uníssono, cantando a introdução da clássica música que, na teoria, nada tinha a ver com o show, lembrei da minha adolescência e do Rock in Rio III, onde me perguntava se veria isso ao vivo um dia. Engoli um seco de emoção mais uma vez.

Para encerrar essa série inesquecível, veio a música que batiza o grupo, Iron Maiden, junto com o boneco Eddie “Terminator” para terminar essa parte e se retirar.

Bruce se despede e todos ficam ansiosos, esperando por mais.

Confesso que já estava deveras cansado, mas se os caras tocassem a noite inteira, acho que só sairia dali carregado. O vocalista retorna e, após um bate-papo rápido com a galera, confirma que irá voltar em um ano, com explosões, fogos e luzes para “torturar-nos” um pouco mais.

Com Moonchild, The Clairvoyant e uma versão totalmente diferente e espetacular do que já ouvi de Hallowed be thy Name, Bruce Dickinson, Steve Harris, Dave Murray, Adrian Smith, Janick Gers e Nicko McBrain se despediram do palco do Palestra Itália.

Mesmo aguardando um segundo bis, as luzes se acenderam e estava decretado o encerramento do melhor show da minha vida.

Agora é esperar até o ano que vem e ver se eles cumprem a promessa de retornar logo, e assistir, de preferência, junto com esses que me acompanham desde que me entendo por gente.

Mesmo com a lerdeza de um e com as patadas do outro.

Valeu irmãos!

Para quem perdeu, vai uma palhinha do que acabei de falar.



Fotos do Uol.